As editoras da Revista, Kátia Maria Kasper e Cíntia Vieira da Silva escrevem no editorial:
Gilles Deleuze e o cinema do não, por Marcos da
Rocha Oliveira, seria um ensaio a respeito de um filme, sob a inspiração
de conceitos de Deleuze, ou uma narrativa em um tom entre Borges e
Bolaño, lançando referências eruditas e pistas falsas que confundem e
seduzem o leitor? Seria este um texto que faz o que diz, adentrando o
âmbito do performativo?
Fotobiografema de um frame: a imagem-escusa de Está tudo pela hora da morte por Daniel Gutierrez
(Daniel Gutierrez assina por Máximo Daniel Lamela Adó ao modo de Bustos
Domecq), texto que dialoga com o anterior (Gilles Deleuze e o cinema do
não) e torna o leitor ainda mais hesitante em decidir pelo caráter
ficcional ou ensaístico dos dois textos. A potência do falso, em ambos
os textos, não é apenas tratada como conceito, mas instituída como
prática.
Este é o fotograma do frame do filme "Está tudo pela hora da morte" >>